Moradora de Sede Progresso desde 1973, Marlene Antonello acompanhou por mais de cinco décadas as transformações de uma das principais comunidades do interior de Verê
Quando Maria Marlene Antonello chegou a Sede Progresso, em 14 de julho de 1973, encontrou uma comunidade ainda pequena. Havia poucas famílias e uma estrutura bastante diferente da atual. Mais de cinco décadas depois, ela continua vivendo no mesmo lugar e guarda na memória boa parte das transformações da localidade.
Nascida em 1961, na comunidade de Nova União, área rural de Verê, Marlene passou parte da infância também na comunidade de Maracajá, igualmente no interior do município, antes de se mudar com a família para Sede Progresso. Sua trajetória, portanto, foi construída inteiramente em comunidades vereenses.
Filha de Souvenir Antonello e Maria Pasa Antonello, Marlene acompanhou de perto o crescimento de Sede Progresso. Quando chegou, a antiga capela ainda era de madeira e, com o passar dos anos, a comunidade ganhou novas estruturas e serviços. Em determinado período, a localidade chegou a contar até mesmo com atendimento bancário. Seu pai, que veio de Santa Catarina e estabeleceu sua vida na região, foi posteriormente homenageado dando nome ao ginásio de esportes de Sede Progresso.
A própria trajetória de Marlene está fortemente ligada à educação. Foram 32 anos trabalhando na escola estadual da comunidade, hoje caracterizada como escola do campo. Mesmo aposentada há cerca de nove anos, ela continua visitando o local e participando das promoções e atividades realizadas pela instituição.
Ela recorda que houve um período em que a escola reunia mais de 200 estudantes, com atividades pela manhã, tarde e noite. Atualmente são menos alunos, situação que Marlene relaciona principalmente à saída dos jovens em busca de estudo e oportunidades profissionais em outros lugares.
Apesar disso, a comunidade cresceu. Segundo Marlene, no passado eram cerca de 90 famílias, enquanto atualmente Sede Progresso reúne mais de 200. Junto com a população veio também uma estrutura maior, com pavimentação, unidade de saúde, mercados, posto de combustíveis, agropecuária, lanchonete e outros serviços.
Para quem acompanhou tantas mudanças, entretanto, uma das maiores riquezas continua sendo a relação entre os moradores. “Os vizinhos são tudo boa gente, um cuida do outro”, resume Marlene. Escola, igreja e participação comunitária permanecem como referências da localidade.
Ao olhar para o futuro, ela demonstra preocupação com a permanência das novas gerações e considera importante que existam oportunidades para os jovens permanecerem no município.
No aniversário de 63 anos de Verê, seu desejo resume a visão de quem acompanhou mais de meio século dessa história: “Que tenha bastante emprego para a turma e que continue evoluindo.”
Jornal de Beltrão – Caderno especial – Verê 63 anos
Fotos: Odair J. França









Deixe um comentário