Morador da Barra do Santana desde o nascimento, Tarcísio Minotto, de 63 anos, testemunhou quatro grandes enchentes. Propriedade da família guarda histórias que remontam à década de 1940.
A cheia do Rio Santana, registrada neste mês de outubro de 2026, trouxe preocupação aos moradores da comunidade de Barra do Santana, na área rural de Verê. Mas, além da força das águas, o episódio também resgatou lembranças de uma família que acompanha as transformações da região há mais de oito décadas.
Aos 63 anos, Tarcísio Minotto é testemunha de uma história que atravessa gerações. Nascido e criado na mesma propriedade, ele acompanhou quatro grandes enchentes do Rio Santana: em 1983, 2022, 2023 e, agora, em 2026.
Segundo os relatos da família, essas foram as únicas quatro ocasiões, nas últimas seis décadas, em que o rio atingiu níveis tão elevados naquele local.
A propriedade rural pertence à família desde a década de 1940, quando seus antepassados chegaram à região. Desde então, o sítio se tornou cenário de histórias, trabalho e acontecimentos que marcaram diferentes gerações.
Entre as lembranças familiares está a trajetória de José Minotto, conhecido como Zeca, pai de Tarcísio, que, conforme os relatos, participou da histórica Revolta dos Colonos, movimento que marcou o Sudoeste do Paraná em 1957.
Neste domingo (25), em meio às marcas deixadas pela enchente, Tarcísio foi fotografado ao lado dos netos, Roberta e Francisco. O registro simboliza a ligação entre passado e futuro, preservando as memórias de uma família que há mais de oito décadas mantém suas raízes na comunidade de Barra do Santana.
Para quem vive no mesmo lugar há mais de seis décadas, cada cheia representa não apenas um fenômeno da natureza, mas também uma lembrança de outros tempos, das dificuldades enfrentadas e da capacidade de recomeçar.
A história da família Minotto se mistura com a própria história da Barra do Santana. Enquanto as águas do rio sobem e depois retornam ao seu curso, permanecem as raízes de uma família que ajudou a construir a história da comunidade.
O registro de 2026 passa, agora, a fazer parte dessa memória, que Tarcísio compartilha com os netos e que seguirá sendo transmitida às próximas gerações.








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