Entre sexta-feira (17) e a noite deste domingo (19), o volume de acidentes praticamente dobrou e escancarou um cenário fora de controle. Só com base nos acionamentos do SAMU, são mais de 30 ocorrências em pouco mais de 48 horas — um ritmo pesado, contínuo e sem qualquer trégua.
O padrão se mantém e se agrava: colisões entre carro e moto lideram disparadas, seguidas por acidentes envolvendo bicicletas, capotamentos, quedas de motociclistas e choques contra anteparos. Não é pontual. É comportamento repetido.
O epicentro continua sendo Pato Branco, com uma sequência impressionante de atendimentos espalhados por bairros e horários diferentes — manhã, tarde, noite e madrugada. Em menos de dois dias, a cidade acumulou colisões, capotamento e até atropelamento de ciclista.
Logo atrás aparece Francisco Beltrão, também com uma sequência preocupante: acidentes pela manhã, tarde e novamente no domingo, incluindo colisões entre carros, motos e até capotamento em rodovia sentido Verê.
Mas o problema está longe de ser isolado.
A lista de cidades atingidas cresce e preocupa: Dois Vizinhos, Chopinzinho, Palmas, Clevelândia, Coronel Vivida, Vitorino, Marmeleiro, Capanema, Realeza e até Santo Antônio do Sudoeste entraram na estatística.
Em Verê, o risco também se confirmou fora da área urbana: além da queda de moto registrada na rodovia sentido Itapejara, antes da Barra do Santana, houve também neste domingo um acidente do tipo auto x moto por volta das 17h, no semáforo da cidade — reforçando que o problema já atinge tanto o perímetro urbano quanto os trechos rodoviários.
O dado mais grave não é só a quantidade — é a sequência. Os atendimentos começam cedo, atravessam o dia, entram pela noite e avançam pela madrugada. Na prática, o sistema de emergência trabalhou sob pressão constante por mais de dois dias seguidos.
E o diagnóstico continua o mesmo, só que agora com números que não deixam margem para dúvida: imprudência, excesso de velocidade e desatenção dominam o trânsito regional. A presença massiva de motos e bicicletas nas ocorrências reforça quem está mais exposto — e pagando a conta.
O fim de semana termina com um recado direto: não é mais uma sequência de acidentes. É um padrão consolidado. E, se nada mudar, a tendência é piorar.
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