Camila Pereira da Silva, de 32 anos, morreu após ser atingida por um tiro no tórax durante uma abordagem policial. Mãe de duas meninas pequenas, ela aguardava havia cerca de dois anos por um transplante de fígado e precisava realizar tratamento hospitalar semanalmente.
Segundo informações divulgadas pelo Diário da Informação, o caso ocorreu após o término de um relacionamento de aproximadamente cinco meses com Diogo Sousa Silva.
Em depoimento à polícia, o ex-companheiro afirmou que vinha sendo perseguido e ameaçado por Camila, inclusive com uma faca. No dia da ocorrência, ele procurou três policiais militares que estavam em uma oficina mecânica e pediu ajuda.
Pouco depois, Camila chegou ao estabelecimento segurando uma faca e caminhou em direção aos agentes. Segundo o soldado André Coelho Maximo da Costa, de 30 anos, a equipe ordenou que ela soltasse a arma, momento em que ele efetuou o disparo.
CÂMERA REGISTROU A ABORDAGEM
Imagens de segurança registraram a ação e levantaram questionamentos sobre a conduta policial.
Após analisar a gravação, o delegado responsável apontou indícios de excesso no uso da força. Segundo ele, Camila estava a vários metros dos policiais, com os braços abaixados e sem realizar movimento de ataque no momento do disparo.
A defesa do soldado afirma que ele seguiu os protocolos da Polícia Militar e considerou estar diante de uma ameaça iminente.
O caso segue sob investigação, sem conclusão definitiva sobre a legalidade da ação.
A morte interrompeu a espera de Camila por um transplante e deixou duas meninas sem a mãe.
Informativo Verê
Fonte: Diário da Informação.








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