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Pai é preso suspeito de usar relho (soiteira) para castigar filho de 5 anos em SC

Criança teria sido agredida durante período de férias que passava com o pai; prisão preventiva foi determinada pela Justiça

Um homem foi preso preventivamente na quinta-feira (6), em Morro da Fumaça, no Sul de Santa Catarina, suspeito de praticar tortura-castigo contra o próprio filho, uma criança de apenas 5 anos.

De acordo com informações divulgadas sobre a investigação da Polícia Civil, as agressões teriam ocorrido durante as férias escolares, período em que o menino estava sob os cuidados do pai.

A suspeita é de que o homem tenha utilizado um relho, objeto normalmente empregado no manejo de cavalos, para agredir o filho como forma de punição após a criança ter subido no muro de um vizinho.

O caso veio à tona depois que o menino retornou para a casa da mãe e ela percebeu marcas pelo corpo da criança. A situação foi comunicada às autoridades e passou a ser investigada.

Segundo as informações divulgadas pela imprensa catarinense, a apuração também incluiu mensagens trocadas entre os responsáveis pela criança. Em uma conversa ocorrida no dia 1º de agosto, quando a mãe procurou saber como o filho estava, o investigado teria admitido as agressões.

A criança passou por exame pericial, que constatou lesões em diferentes regiões do corpo.

Investigação aponta episódios anteriores

A apuração da Polícia Civil também teria identificado indícios de um histórico de violência doméstica e maus-tratos contra o menino desde os primeiros anos de vida.

Diante da gravidade das informações reunidas e visando à proteção da criança e de seus familiares, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva do investigado. O pedido foi autorizado pela Justiça e a medida cumprida na quinta-feira.

O homem é investigado pela prática de tortura-castigo, modalidade prevista na Lei nº 9.455/1997. O caso seguirá sob investigação e o suspeito terá direito à defesa no decorrer do processo.

A identidade dos envolvidos não é divulgada como forma de preservar a criança.

Fontes de pesquisa: Polícia Civil de Santa Catarina

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