Lar Policial Criança de 3 anos morta em SP apresentava fraturas, sinais de estrangulamento e desnutrição severa
PolicialÚltimas Notícias

Criança de 3 anos morta em SP apresentava fraturas, sinais de estrangulamento e desnutrição severa

Novos detalhes sobre a morte da pequena Sophia Emanuelly dos Santos, de apenas 3 anos, revelam um cenário extremamente grave de violência em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.
De acordo com o laudo do Instituto Médico Legal (IML), a criança foi vítima de agressões repetidas ao longo do tempo. Os peritos apontaram que praticamente não havia partes do corpo sem lesões, indicando a intensidade e a frequência da violência sofrida.
Os exames identificaram hematomas antigos e recentes, além de fraturas nas costelas — algumas já em processo de cicatrização — o que demonstra que as agressões vinham acontecendo há algum tempo. Também foram encontradas marcas no pescoço compatíveis com estrangulamento.
Outro ponto que chamou a atenção dos especialistas foi o estado físico da menina. Sophia apresentava um quadro severo de desnutrição, pesando cerca de 6 quilos e medindo aproximadamente 81 centímetros, medidas consideradas incompatíveis com a idade. Segundo o laudo, ela não falava e apresentava sinais evidentes de negligência prolongada.
A criança foi levada já sem vida a uma unidade de pronto atendimento no dia 17 de fevereiro de 2026.
Sophia estava sob os cuidados do avô materno, José dos Santos, e da companheira dele, Karen Tamires Marques. A guarda havia sido transferida após a mãe perder a responsabilidade pela criança por problemas relacionados ao uso de substâncias.
Durante as investigações, Karen confessou à polícia que costumava agredir a menina, principalmente quando ela se recusava a comer. Ela também relatou que, no dia 17 de fevereiro, teria estrangulado a criança ao menos duas vezes. No dia seguinte, Sophia foi levada já sem vida à unidade de saúde.
Diante das evidências, José dos Santos e Karen Tamires Marques foram presos preventivamente. O Ministério Público denunciou o casal por homicídio qualificado e tortura, destacando que a menina foi vítima de agressões contínuas dentro do próprio ambiente familiar.
A defesa de José dos Santos afirma que ele não teve participação direta na morte da neta. Mesmo assim, ele foi transferido para o Centro de Detenção Provisória de Pacaembu após receber ameaças dentro do sistema prisional.
O caso segue sob investigação para esclarecer a extensão das agressões e possíveis omissões no período em que a criança esteve sob os cuidados dos responsáveis.

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos relacionados