
O Hospital Anchieta, localizado em Taguatinga (Distrito Federal), se manifestou oficialmente sobre os três homicídios investigados dentro da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da instituição. As mortes teriam sido provocadas por técnicos de enfermagem, que são alvos da Operação Anúbis, conduzida pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).
De acordo com o hospital, a direção tomou ciência de circunstâncias consideradas atípicas envolvendo três óbitos e, de forma imediata, comunicou o caso às autoridades. A investigação está sob responsabilidade da Coordenação de Repressão a Homicídios e de Proteção à Pessoa (CHPP) e trata os episódios como homicídios.
As apurações indicam que os principais suspeitos — técnicos de enfermagem e possíveis comparsas — teriam causado a morte dos pacientes por meio da aplicação indevida de um composto químico diretamente na veia. Os nomes dos investigados não foram divulgados pela polícia.
Em nota oficial, o Hospital Anchieta informou que instaurou, por iniciativa própria, um comitê interno de análise assim que identificou as irregularidades. Segundo a instituição, a investigação interna foi conduzida de forma rápida e rigorosa e, em menos de 20 dias, reuniu evidências que apontaram o envolvimento de ex-técnicos de enfermagem. Todo o material foi encaminhado formalmente à Polícia Civil.
Ainda conforme o hospital, foi solicitada a abertura de inquérito policial e a adoção de medidas cautelares, incluindo a prisão preventiva dos envolvidos, que já haviam sido desligados da instituição. As prisões foram cumpridas nos dias 12 e 15 de janeiro de 2026.
A unidade de saúde destacou que manteve contato com as famílias das vítimas, prestando esclarecimentos de forma responsável e acolhedora. O hospital também informou que o caso tramita em segredo de justiça, o que impede a divulgação de novas informações ou a identificação dos envolvidos neste momento.
Diário da Informação com Metrópoles










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