O calor intenso e o período de festas seguem aumentando a procura por rios, alagados, cachoeiras e outros pontos de lazer aquático na região. Junto com esse movimento, cresce também o número de ocorrências de afogamento, algumas com desfecho fatal, o que mantém em alerta as forças de segurança, especialmente o Corpo de Bombeiros.
Ocorrências registradas nos últimos dias
Na manhã de segunda-feira, 29 de dezembro, mergulhadores do Corpo de Bombeiros de Coronel Vivida localizaram o corpo de Ademir de Souza, de 37 anos, que havia se afogado no domingo, 28, no Alagado do Rio Iguaçu, na comunidade de Morro Verde, em Mangueirinha. As buscas começaram ainda no dia do desaparecimento e foram retomadas nas primeiras horas do dia seguinte. O corpo foi localizado a cerca de 15 metros de profundidade, nas proximidades de um trapiche.
Outro caso ocorreu em Sulina, na sexta-feira, 26 de dezembro, quando Vanderlei Treviso, de 38 anos, morador de Ibema, morreu após se afogar no local conhecido como Paraíso das Águas. Ele estava com familiares, entrou no rio para se banhar e acabou desaparecendo. O corpo foi localizado a aproximadamente sete metros de profundidade pelos bombeiros.
Já na manhã desta sexta-feira, 2 de janeiro de 2026, foi encontrado o corpo de Nelinho Deitos, de 38 anos, no alagado do Rio Iguaçu, no mesmo ponto onde as buscas vinham sendo concentradas ao longo dos últimos três dias. Conforme as informações, o corpo emergiu em uma área que já havia sido amplamente trabalhada pelas equipes do Corpo de Bombeiros Militar, com mergulhos e varreduras subaquáticas desde o início das operações.
As buscas contaram, além do trabalho técnico dos bombeiros, com o apoio de populares e amigos da vítima. Nelinho, morador de Foz do Jordão, estava desaparecido desde a noite de segunda-feira, 29 de dezembro, após o barco em que estava com dois amigos virar. Os outros ocupantes conseguiram se salvar, mas ele não foi mais visto. Após a localização, foram realizados os procedimentos legais, com acionamento dos órgãos competentes, gerando forte comoção na comunidade.
Alerta do Corpo de Bombeiros
O comandante do Corpo de Bombeiros de Coronel Vivida, tenente Gilson Ferri, reforça que o período de altas temperaturas eleva significativamente o risco de afogamentos, principalmente em locais sem qualquer estrutura de segurança.
Dados da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa) apontam que o afogamento é a principal causa de morte em crianças de 1 a 4 anos. Homens morrem cerca de sete vezes mais do que mulheres, e aproximadamente 70% dos óbitos acontecem em rios e represas, ambientes comuns na região.
Jovens entre 18 e 29 anos também estão entre os grupos mais vulneráveis, muitas vezes por superestimar a capacidade de nado e pelo consumo de bebidas alcoólicas antes de entrar na água.
Como agir em situações de afogamento
Ao presenciar um afogamento, a orientação é acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193. Entrar na água sem preparo pode resultar em mais uma vítima. A recomendação é lançar ou alcançar objetos flutuantes, como garrafas PET, isopor, madeira ou qualquer material que ajude a manter a pessoa na superfície até a chegada do resgate.
Manter a calma é essencial para evitar decisões precipitadas.
Recomendações para prevenção
Vigiar crianças em tempo integral; criança não cuida de outra criança
Não superestimar a capacidade de nado
Boias e colchões infláveis não garantem segurança
Evitar consumo de bebidas alcoólicas antes de atividades aquáticas
Não entrar na água após refeições pesadas
Uso obrigatório de colete salva-vidas em embarcações
Em caso de afogamento, ligar imediatamente para o 193
Não tentar resgate direto sem treinamento; priorizar objetos flutuantes










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