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Verê – Sucesso no campo – Integração acadêmica aproxima futuros agrônomos da Argentina e do Brasil

Visita dos acadêmicos ao meliponário Minotto e Calegari

A cooperação entre universidades da Argentina e do Brasil ganhou mais um capítulo de peso neste mês, quando estudantes de Agronomia da Universidad Nacional de Misiones (UNaM) estiveram em Verê e Pato Branco para um roteiro técnico que uniu prática de campo, troca cultural e formação conjunta. A atividade faz parte do projeto de internacionalização coordenado pelo professor Miguel Angelo Perondi, da UTFPR – Campus Pato Branco, em parceria com a Cátedra de Economía Agraria da Faculdade de Ciências Florestais da UNaM.

A proposta do projeto é simples e direta: aproximar estudantes de realidades produtivas semelhantes, separadas apenas por uma fronteira. Misiones e o Sudoeste do Paraná compartilham o mesmo bioma, a Mata Atlântica, e uma cultura rural que atravessa gerações dos dois lados. Nesse cenário, conhecer experiências que funcionam — e que podem gerar renda de forma sustentável — se torna essencial para quem está se preparando para atuar no campo.

Foto: Miguel Perondi

Um mergulho em alternativas de renda para a pequena propriedade

A agenda dos estudantes argentinos no Brasil incluiu visitas a propriedades rurais e instituições de referência no desenvolvimento agrícola regional. O foco: entender modelos bem-sucedidos de produção voltados para a agricultura familiar.

Entre os pontos visitados estavam:

  • Propriedade de Décio Cagnini, referência em práticas agroecológicas e condução sustentável de sistemas produtivos.

  • Meliponário de Fábio Calegari, onde os estudantes conheceram de perto a produção de mel de abelhas sem ferrão, atividade cada vez mais valorizada como alternativa econômica.

  • Coopervereda, modelo consolidado de cooperativismo rural, mostrando organização, agregação de valor e articulação comunitária.

  • IDR-Paraná – Polo de Pesquisa de Pato Branco, com vitrines tecnológicas e projetos desenvolvidos para apoiar agricultores em inovação, produtividade e sustentabilidade.

Para Perondi, que coordena as atividades no Brasil, o objetivo é claro: “Mostrar aos futuros agrônomos que as oportunidades estão no território, na diversidade produtiva e na capacidade de olhar para o agricultor familiar como protagonista. Esse intercâmbio amplia horizontes sem perder o pé no local”.

Ensino integrado e visão de futuro

A viagem técnica está ligada diretamente ao processo de ensino das duas instituições. De um lado, a UNaM trabalha os conteúdos de Economia Agrária; de outro, a UTFPR aprofunda a visão sistêmica por meio da disciplina de Sistemas Agrários. As duas cátedras, juntas, formam um eixo de cooperação que coloca os estudantes frente a frente com situações reais de campo.

O projeto também segue diretrizes institucionais da UNaM de fortalecer a internacionalização do currículo, e se alinha às estratégias da UTFPR de ampliar ações conjuntas com universidades da América do Sul.

Alunos em campo: observação, análise e troca

Durante as visitas, os estudantes registraram dados produtivos, características das unidades visitadas, custos, processos, indicadores econômicos e elementos das cadeias produtivas. O objetivo é transformar a experiência em conhecimento aplicável — seja em relatórios, mapas conceituais, ou em futuros projetos profissionais.

Mais do que um roteiro acadêmico, o encontro reforçou a convivência entre estudantes de culturas próximas, mas formações distintas. O ambiente de campo, somado ao debate técnico e à observação direta, deu o tom de uma experiência que vai além do conteúdo: prepara para o território, para a integração e para um agronegócio que respeita a diversidade das pequenas propriedades.

Integração que se consolida

As ações fazem parte da estratégia contínua de aproximação entre a UNaM e a UTFPR, que já têm histórico de parcerias, mobilidade acadêmica e atividades conjuntas. A expectativa é que novos intercâmbios surjam, fortalecendo a formação dos agrônomos e as relações entre os países.

Ao final, a visita deixou claro que, quando ensino, extensão e campo caminham juntos, o resultado aparece na formação de profissionais mais preparados e conectados à realidade rural. E a fronteira, nesse contexto, não separa — só amplia o caminho.

Coordenação das atividades no Brasil:
Prof. Miguel Angelo Perondi
Curso de Agronomia – UTFPR | Campus Pato Branco

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