
As costas deles estavam tomadas por vergões e ferimentos graves.
Dois homens com extensa ficha criminal foram encontrados com o corpo coberto de marcas de agressão em Porto Belo, no Litoral Norte de Santa Catarina. A cena chocante foi registrada na noite de quarta-feira (28), quando equipes do Corpo de Bombeiros prestaram os primeiros socorros às vítimas no Posto 4 Ilhas.
Segundo relataram à Polícia Militar, os dois teriam sido atacados horas antes na cidade vizinha de Itapema, em circunstâncias que ainda não foram esclarecidas. Eles contaram que estavam em local não informado quando dois carros se aproximaram. Sete homens armados e encapuzados teriam descido e iniciado uma sequência brutal de agressões.
Após o espancamento, eles alegam ter embarcado em um ônibus até Porto Belo, onde foram atendidos pelos bombeiros. Um dos homens afirmou que teve o celular Samsung J7, de cor prata, levado durante a ação.
Imagens obtidas com exclusividade pelo Jornal Razão revelam a gravidade das agressões: cortes profundos, hematomas generalizados e sinais de espancamento com objetos cortantes e contundentes. As costas das vítimas estavam completamente marcadas por vergões e lesões extensas, indicando uso excessivo de violência.
Contradições no relato
Apesar da brutalidade das lesões, o boletim da Polícia Militar destaca a inconsistência do relato apresentado. As vítimas não souberam informar o local exato da agressão, nem detalhes dos veículos ou dos agressores. A ausência de informações concretas inviabilizou buscas por parte da guarnição.
A ocorrência foi registrada como lesão corporal dolosa e roubo, mas a própria PM questiona a versão apresentada. O atendimento ocorreu por volta das 21h05min, na Avenida Governador Celso Ramos, bairro Vila Nova.
Ficha criminal extensa
Ambos possuem histórico policial por crimes como furto, posse de drogas, lesão corporal e tráfico, com registros em diferentes comarcas de Santa Catarina. Os nomes aparecem em diversas ocorrências e termos circunstanciados ativos e já arquivados.
Uma conversa de WhatsApp que circula entre moradores da região reforça a percepção de que os dois são conhecidos no meio policial:
“Os dois são ladrão, ladrão pra cacete.”
“Mas o que mais tem é furto.”
Investigação e dúvidas
A Polícia Civil deve abrir inquérito para apurar o suposto ataque. Uma das linhas de investigação é de que o espancamento possa estar relacionado a algum tipo de acerto de contas ou retaliação.
por Redação Jornal Razão











Deixe um comentário