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Professor é acusado de abusar de 7 alunos de 13 a 16 anos dentro de escola em SC.

Sete alunos denunciam professor por abuso em escola de SC; Polícia Civil promete ação rápida.
Pelo menos sete estudantes, com idades entre 13 e 16 anos, relataram à Polícia Civil terem sido vítimas de importunação sexual por parte de um professor de educação física de uma escola em São João do Itaperiú, no Norte de Santa Catarina. As denúncias estão formalizadas em boletins de ocorrência registrados entre os dias 13 e 14 de agosto de 2025.
Toques impróprios, apalpadas e silêncio da escola
De acordo com os relatos colhidos pela polícia, o professor, que ainda não pode ser identificado em razão do estágio embrionário das investigações, teria, em diversas ocasiões, tocado as partes íntimas de alunos durante as aulas. Entre os comportamentos descritos pelas vítimas e por seus responsáveis legais estão:
apalpadas nas nádegas, peitoral e genitália de meninos;
toques não autorizados nas costas e seios de uma adolescente;
tentativas de contato físico mesmo após alertas de desconforto.
Uma das mães descreve que o filho chegou em casa dizendo que o professor “passou a mão nele”, o que foi confirmado por outros colegas. A mulher procurou a direção da escola e foi informada de que já havia um relatório interno relatando abusos semelhantes — porém, segundo ela, nada foi feito. Outro responsável afirmou que só ficou sabendo do caso por terceiros e que a direção nunca comunicou oficialmente os pais, mesmo tendo ciência dos fatos.
Vítimas identificadas
Constam nos documentos oficiais os nomes e dados de pelo menos sete estudantes. São dois de 13 anos, três de 14 anos, um de 15 anos e um de 16 anos.
Todos relataram episódios de importunação sexual durante o período letivo. O professor também teria apalpado os seios de uma aluna em um dos casos descritos. Apenas uma das supostas vítimas, portanto, é menina.
Omissão da escola e alerta ao Conselho Tutelar
Vários boletins de ocorrência mencionam que a escola teria sido avisada anteriormente, mas não afastou o educador. Conselheiros tutelares também foram informados, mas até o momento não há confirmação oficial de medidas administrativas contra o investigado.
Posicionamento da Polícia Civil
A reportagem apurou que o delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, já foi informado sobre o caso e prometeu uma resposta imediata. A expectativa é de que as investigações sejam intensificadas nos próximos dias, com oitiva de testemunhas, coleta de provas e possível afastamento cautelar do professor.
O professor mantém perfis ativos nas redes sociais com postagens de viés político, críticas a religiosos e apoio ao ex-candidato Fernando Haddad (PT). Em 2018, ele usava filtros como “Haddad SIM” e frases de ativismo identitário como “Se fere minha existência, eu serei resistência”.
A Polícia Civil orienta que outros possíveis casos sejam denunciados imediatamente pelo telefone 181 ou diretamente na delegacia mais próxima. O silêncio não pode ser cúmplice.
Jornal Razão

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