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Operação em Capanema desmonta fábrica de “uísque gourmet da enganação” e prende quatro artistas do crime

FOTO PMPR

CAPANEMA (PR) – A Polícia Civil do Paraná decidiu botar fim à carreira promissora de uma gangue que achava que falsificar bebida alcoólica e vender celular roubado era uma espécie de empreendedorismo moderno. Na quinta-feira (24), uma operação policial apreendeu mais de R$ 1 milhão em bebidas alcoólicas que pareciam legítimas só de muito, mas muito longe.

A ação é parte da segunda temporada da série “Quadrilha Multitarefa”, que conta a saga de uma organização criminosa que resolveu não se limitar: tráfico de drogas, roubo, falsificação de produtos, comércio ilegal de armas… e, agora, a mixologia do crime.

Tudo começou após o roubo de uma carga de celulares em Cascavel. Os gênios do crime, acreditando que rastreamento é coisa de ficção científica, começaram a ativar os aparelhos em Capanema mesmo. A polícia, surpresa com tanta audácia (ou burrice), localizou rapidamente o cérebro da operação: um comerciante local que vendia os celulares com a naturalidade de quem oferece pão na feira.

Alguns compradores, assustados, entregaram os aparelhos à polícia e ainda trouxeram gravações do casal investigado pedindo, educadamente, que ninguém fosse “X9”. Porque, claro, o erro deles foi confiar em clientes que ainda têm consciência.

Com mandados em mãos, a polícia fez uma visitinha ao endereço do grupo e encontrou o pacote completo: celulares roubados, uma arma de fogo sem registro e – o grande troféu da operação – uma fábrica clandestina de bebidas alcoólicas. Havia garrafas recicladas, rótulos de marcas conhecidas, insumos químicos misteriosos e maquinário digno de um episódio bizarro de MasterChef Pirata.

Segundo o delegado, além dos clássicos crimes de receptação, falsificação e posse de arma, os artistas também inovaram com um combo de infrações fiscais e sanitárias. Ou seja, não só enganavam o consumidor, como também serviam uma dose generosa de perigo à saúde.

As investigações continuam, porque quando a criatividade criminosa é ilimitada, sempre tem mais gente envolvida. E o pessoal de Capanema agora pensa duas vezes antes de brindar com “uísque” artesanal de procedência duvidosa.

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