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Psiquiatra alertou sobre piora de agressor um dia antes de ataque em escola no RS.

Foto: Pedro Piegas/Correio do Povo
Um dia antes de atacar a Escola Municipal Maria Nascimento Giacomazzi, em Estação, no Norte do Rio Grande do Sul, o adolescente de 16 anos que cometeu o crime passou por uma consulta psiquiátrica. Segundo a investigação, o profissional que o acompanhava alertou a família sobre uma piora no quadro de saúde mental do jovem. No dia seguinte, o ataque ocorreu. A informação foi confirmada pelo delegado José Roberto Lukaszewigz, da 11ª Região Policial, que apoia a investigação conduzida pela delegacia de Getúlio Vargas.
Segundo ele, o psiquiatra teria percebido sinais de agravamento no comportamento do adolescente, que já fazia tratamento há mais de um ano e meio.
Apesar do alerta, o adolescente foi apreendido após invadir a escola na manhã da última terça-feira e deixar dez vítimas, incluindo a morte de um menino de 9 anos. Outras seis pessoas ficaram feridas – entre elas, crianças e uma professora. Três pessoas também precisaram de atendimento psicológico após o ataque em escola no RS.
Segundo o delegado, o jovem não demonstrou arrependimento e chegou a tentar tirar a própria vida após o crime. Ele relatava os atos com frieza, sem aparente consciência da gravidade do que havia feito. “Ele lembrava de detalhes do que fez, mas não parecia ter consciência da gravidade delas. Descrevia os atos de forma natural”. O agressor fazia tratamento psiquiátrico prolongado, tinha crises de ansiedade desde a infância e tomava medicação. Como o adolescente cometeu o ataque em escola no RS .
Antes de entrar na escola, o agressor passou em frente ao prédio, alegou que queria deixar um currículo e foi autorizado a entrar. Disse que precisava usar o banheiro, mas acabou indo direto à sala do 5º ano, onde iniciou o ataque. Depois, foi à sala do 3º ano, onde golpeou mais pessoas e soltou rojões, simulando que estaria armado. O delegado reforçou que o adolescente não estudava na escola atacada, não tinha inimigos, nem sofria bullying, e que, até o momento, a investigação descarta envolvimento de outras pessoas ou vínculos com grupos extremistas.
“Ele entrou a esmo na escola, de maneira aleatória. Passou na frente da escola e resolveu entrar. Não tinha alvo específico, motivação prevista, não sofreu bullying e não tinha inimigos ali. Nos parece ser um fato isolado, mas estamos investigando para saber a motivação. Em princípio, estamos quase descartando a interferência de outras pessoas”, disse Lukaszewigz.
Três celulares – do agressor e dos pais – foram apreendidos e estão sendo periciados com prioridade máxima para verificar se ele utilizou outros dispositivos, redes ou jogos que possam ter influenciado o crime. “Queremos saber o que ele andou pesquisando, jogos que jogou, estas coisas, e pode ter utilizado outros aparelhos para isto”, disse o delegado, reforçando que pode haver novidades sobre o ataque em escola no RS ainda nesta semana.
Fonte: ND Mais
Correio do Povo

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