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Verê – Família Garbossa registra marca São Gabriel Lacteos artesanais

O nosso Sudoeste paranaense tem tudo para se tornar a terra do bom queijo, dos bons alimentos e da boa comida.

Impressiona a emergência de talentos como a dos Lácteos São Gabriel, no Verê, da família Garbossa. No asfalto que vai pra Itapejara, antes de atravessar a ponte que faz divisa com o Verê, esta família de grandes produtores de leite — mais de 4.000 litros por dia, que, inconformados com o não reconhecimento da qualidade do leite por parte dos laticínios, sobretudo por iniciativa da esposa, que decidiu deixar de ser professora — passou a elaborar derivados lácteos de alta qualidade, e em menos de um ano o sucesso já é admirável.

Leite A2A2 (facilita a digestão), creme, queijos com diferentes tempos de cura, etc., tudo da melhor qualidade porque o leite que produzem é de alta qualidade. E o resultado é percebido nos preços: o queijo mais barato é vendido por R$ 60,00 o quilo, ali mesmo na propriedade. Claro, apenas parte do leite produzido é transformado localmente, o restante continua sendo entregue aos laticínios.

Então, na nossa região, começam a surgir propriedades leiteiras muito sustentáveis, porque não dependem apenas do preço do leite no grande mercado. Conseguem também obter renda, com preços diferenciados, a partir daquilo que transformam na propriedade. É um modelo de negócio muito promissor e que, entendo, deveria ser estimulado de modo a fazer com que mais produtores de leite aderissem a essa proposta que muito engrandece nossa região.

Quanto mais fama alcançarem nossos lácteos, mais eles se valorizam e mais oportunidades de geração de emprego e renda surgirão no interior. Mais jovens irão se interessar pelas chamadas cadeias curtas de produção, modernas e tecnologicamente avançadas. Precisamos apenas fazer com que nosso sistema financeiro, ou seja, nossas cooperativas de crédito, se sensibilizem mais por estas iniciativas e fazer com que os governos municipais facilitem a legalização para que a produção possa ser comercializada em todo o Brasil.

Os governos locais precisam fazer sua parte coibindo inclusive a informalidade de um lado e facilitando a legalização do outro, ou seja, programas de governo para que a informalidade seja superada.

Quando vejo que aqui em Francisco Beltrão que os mineiros vendem queijos sem rótulo, à luz do dia…! Marca é fundamental, sem ela não se constrói mercado. Por isso a família Garbossa, do Verê, fez muito bem em se legalizar e registrar a marca, única forma de se construir e ampliar mercado.

Mas precisamos sobretudo fazer com que a Amsop e nossos municípios assumam a questão leiteira como estratégica para o desenvolvimento da nossa região.

Matéria: Christophe de Lannoy
Jornal de Beltrão

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